Mortes
no zoológico
Sobre
forte impacto emocional, ela entrou no salão onde era
realizada a festa e pediu para seu marido levá-la embora,
só revelando mais tarde sua experiência. Curiosamente,
nos dias que antecederam o acontecimento, morreram de maneira
misteriosa, no mesmo zoológico, vários animais
que, apesar de terem suas vísceras estudadas, não
se sabe do que morreram. “Não foi encontrado
qualquer sinal que justificasse o acontecido”, declarou
Ubirajara.
Em maio de 1996, poucos dias depois do incidente com dona
Terezinha, mais uma criatura apresentando semelhança
com as anteriormente descritas foi avistada, desta vez aparentemente
tentando atravessar a estrada que liga Três Corações
à vizinha Varginha. A testemunha foi o estudante Ildo
Lúcio Gardino e o encontro aconteceu quando ele passava
com seu carro bem em frente à propriedade de onde o
casal Eurico e Oralina teve o avistamento de uma nave em forma
de fuso, no mês de janeiro.
O aspecto mais delicado e ao mesmo tempo mais controverso
do caso, entretanto, é, sem dúvida, a morte
do policial militar Marco Eli Chereze, um dos integrantes
do serviço de inteligência que participaram da
captura da segunda criatura, ocorrida na noite de 20 de janeiro.
Logo nos primeiros meses das investigações,
surgiram a partir de outras fontes, principalmente através
de um militar da reserva, informações sobre
um policial que havia falecido de infecção generalizada
após ter tido contato direto com um dos seres. Devido
à gravidade da situação, o assunto foi
tratado com todo o cuidado pelos pesquisadores envolvidos
na investigação, enquanto Ubirajara Rodrigues
buscava mais informações.
O ufólogo confirmou num cartório civil em que
são registradas mortes em Varginha, que um policial
havia realmente falecido pouco tempo depois da captura das
criaturas. Ubirajara conseguiu uma cópia do registro
de óbito e, através das informações
constantes no mesmo, pôde localizar a família
do rapaz. Progressivamente, foi ficando claro que um dos militares
envolvidos no recolhimento da segunda criatura tinha sido
o falecido. Uma mesma testemunha militar empregada anteriormente
declarou que teve contato com membros do Exército relacionados
com o rapaz morto, e que estes revelaram que, naquela noite,
no momento da captura, a criatura teria esboçado uma
leve reação e o policial teria tocado sem luvas
em seu braço esquerdo. Para alguns de seus companheiros,
ele havia sido contaminado de alguma maneira.
A família de Marco Chereze conseguiu, inicialmente,
apenas abrir um inquérito na delegacia local, para
apurar possíveis responsabilidades médicas que
teriam levado à sua morte. Os parentes fizeram isso
porque, poucos dias depois de 20 de janeiro, havia surgido
um furúnculo numa das axilas do soldado, extraído
logo em seguida nas dependências do próprio quartel
da corporação. O que mais chamava a atenção
da família de Chereze foi a total falta de informações
sobre o estado de saúde e a morte do rapaz. Ele foi
enterrado e, mesmo assim, meses depois, ninguém sabia
exatamente os motivos de seu óbito. O próprio
delegado de Varginha que presidiu o inquérito, apesar
de sua insistência perante à corporação
militar em que Chereze servia, não conseguiu ter acesso
à documentação oficial ligada à
necrópsia do soldado. A sonegação de
informações sobre tal fato é simplesmente
um desrespeito à família.
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