“Brincar
de fazer Ufologia”
Era
evidente para todos que estava se fazendo história
na Ufologia Brasileira, e todos os presentes, de uma forma
ou outra, faziam parte dela – mesmo aqueles que tinham
votado contra a divulgação dos nomes dos militares,
temendo alguma represália. Naquela mesma noite, os
telejornais das emissoras locais colocaram no ar todo o fato,
citando os nomes de alguns dos militares da ESA envolvidos
nas operações de captura e transporte das criaturas.
A partir daquele dia ficava claro que os principais pesquisadores
do caso não estavam “brincando de fazer Ufologia”,
como garantiu Ubirajara, momentos antes do final da reunião
com os jornalistas.
Nessa declaração havia, é claro, um certo
grau de decepção com aqueles companheiros que
não estavam dispostos a assumir maiores responsabilidades
e tinham sido contrários à divulgação
dos nomes dos militares. A reação dos militares
não tardou: eles marcaram para 08 de maio um pronunciamento
do comando da Escola de Sargentos das Armas. Já sabíamos
que tudo seria cabalmente negado por eles, mas não
contávamos com a falta de habilidade demonstrada pelo
comando da instituição para lidar com o problema.
Foi lamentável. No dia marcado, o general-de-brigada
Sérgio Pedro Coelho Lima, comandante da ESA, leu uma
nota de poucas linhas, cujo teor rechaçava qualquer
envolvimento de seu contingente ou mesmo de recursos da instituição
com o caso. Não convenceu. Um dos jornalistas presentes,
não satisfeito, perguntou ao general onde estavam os
militares citados pelos ufólogos nos dias em que teriam
ocorrido os fatos denunciados. Em resposta, o general simplesmente
disse que “estavam trabalhando em prol do Exército
e da Nação”.
Questionado se poderia provar isto, limitou-se a responder
com outra questão: “provar para quem?”
O mesmo jornalista insistiu, pois era visível a intenção
dos militares de não esclarecer os fatos. O general
Lima disse então que não tinha que provar nada
a ninguém e se retirou. |