Uma
reunião histórica
Na
manhã de 04 de maio, os investigadores convidados começaram
a chegar, e prontamente começaram as discussões.
Naquela tarde é que foram tomadas as decisões
mais importantes pertinentes às informações
que seriam passadas para os representantes da imprensa de
vários jornais, redes de televisão e rádios
presentes, que aguardavam ansiosos por um pronunciamento oficial
dos envolvidos nas pesquisas. Por volta das 15h00, em meio
aos debates, Pacaccini adentrou o auditório solicitando-me
que o acompanhasse. Fomos rapidamente de carro até
a rodoviária de Varginha, pois uma das principais testemunhas
militares, que já estava colaborando com as investigações,
estava chegando à cidade. O militar já havia
prestado depoimento antes, mas nada havia sido gravado.
Diante da relevância de suas informações,
ele tinha sido convencido a prestar um novo depoimento, que
desta vez seria gravado em segredo e às escondidas
de seus superiores. Minha missão foi justamente gravar
seu depoimento, ao ser entrevistado por Pacaccini. A gravação
foi realizada num imóvel seguro e desocupado. Era um
local seguro para tal ato, visto que a cidade estava em polvorosa
e os oficiais da Escola de Sargentos das Armas (ESA), da qual
saíram os soldados que capturaram as criaturas, estavam
vigilantes para que nenhum subordinado da instituição
revelasse a verdade. Assim, durante aproximadamente 45 minutos,
assisti a uma história impressionante. Essa testemunha
havia tido contato direto com uma das criaturas e havia participado
do comboio militar que a retirou da cidade, já morta.
Era a primeira vez na história da Ufologia Brasileira
que tal fato ocorria.
Após deixarmos o militar novamente na rodoviária
de Varginha, Pacaccini me levou até as proximidades
do auditório, um anexo da residência de Ubirajara
na época, onde estava sendo realizada a reunião,
e foi buscar dona Luísa e suas filhas para também
participarem. Ao retornar à reunião, tomei conhecimento
de que muitos dos colegas ufólogos presentes eram contra
a divulgação dos nomes dos militares envolvidos
nas operações, conseguidos através de
nossas testemunhas militares. Expus a Claudeir e a Ubirajara
que dificilmente teríamos outra oportunidade como aquela
e argumentei que, se não apresentássemos aos
jornalistas algo realmente de importância sobre o caso,
dificilmente eles retornariam numa outra ocasião, quanto
tivéssemos novas revelações a fazer.
Os dois pesquisadores tinham exatamente a mesma posição,
e resolvemos ignorar as opiniões da maioria dos ufólogos
presentes. Seriam omitidos apenas alguns pequenos detalhes
que poderiam servir para identificar as testemunhas militares,
colocando-as em risco.
Arquivo
UFO
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O
local exato em que as meninas Liliane [à
esquerda] e Valquíria viram o segundo ser
em Varginha, possivelmente o mesmo que fora capturado
mais tarde |
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Revista
Manchete |
Alguns
minutos depois dos debates entre ufólogos, Ubirajara
abriu o auditório aos repórteres e dona Luísa
Helena e suas filhas foram apresentadas à imprensa,
prestando um detalhado depoimento sobre a tentativa de suborno
que sofreram. Logo em seguida, o pesquisador Claudeir Covo,
co-editor de Ufo, leu um manifesto assinado por membros de
10 dos principais grupos de pesquisas do país, reafirmando
a importância do caso, que conclamava outras possíveis
testemunhas a procurarem os pesquisadores. Em seguida, Pacaccini
divulgou os detalhes básicos do episódio e os
nomes de alguns dos militares da ESA envolvidos nas operações.
Na oportunidade, citou o tenente-coronel Olímpio Vanderlei
Santos, que, segundo o depoimento que eu havia acabado de
gravar, teria sido o comandante das operações.
Referiu-se ainda ao capitão Ramirez e ao tenente Tibério,
da Polícia do Exército, citando também
o sargento Pedrosa, o cabo Vassalo e os soldados Cirilo e
De Melo. |