Olhos
saltados e vermelhos
Philipe
Kling David
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Dona
Luísa insistiu em saber sobre quem e de onde eram,
por que insistiam em esconder os fatos etc. Não lhe
responderam. Há, no entanto, um detalhe extremamente
importante no diálogo mantido. Por várias vezes,
afirma a mãe das garotas, ela teria implorado para
que a deixassem ir. Em tais ocasiões utilizara a expressão
“pelo amor de Deus!” Aí, sim, ocorreu uma
reação de tom mais hostil, por parte daquele
homem. “Pare de falar ‘pelo amor de Deus’
toda hora! Chega de falar pelo amor de Deus, confie em mim”,
exigiu o interlocutor, o que demonstrava estranha, curiosa,
inesperada e visivelmente sintomática reação
de um agente secreto. Após ter sido bastante incisivo
em determinar que parasse com aquele tipo de súplica,
continuou insistindo pela ida das meninas para “fazer
uma entrevista conosco, só isto, não queremos
prejudicar”. E que para tanto pagariam em dólares.
Certamente, aqueles homens mostravam as fotos para que ela
percebesse que, se as criaturas chegassem a ser descobertas,
isso viraria pânico. Dona Luísa, que pretendia
livrar-se o mais rápido possível daquela situação,
forneceu o telefone da residência onde trabalhava como
doméstica e prometeu falar novamente com as filhas.
Disse posteriormente que achava os visitantes muito chiques,
vestindo-se bem. “É gente preparada, rica, pelo
que se nota, de ótima posição”.
Ao final da conversa, deixaram-na relativamente longe de casa,
tendo ela que subir toda uma avenida a pé, após
atravessar uma longa via asfaltada que lhe dava acesso. Já
era por volta de cinco da manhã. Pelo visto, a insistência
durara cerca de três horas. Posteriormente, foram exibidos
por ufólogos vários desenhos e interpretações
artísticas para que ela pudesse comparar com o que
observara nas fotos mostradas pelo MIB preocupado com expressões
de cunho religioso. Nada era parecido.
Arquivo
UFO
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“ Certo dia, voltando para
casa tarde da noite, um automóvel de cor preta
com dois homens aproximou-se de mim devagar. Disseram
imperativamente que iriam me dar uma carona. Não
houve alternativa. O motorista saiu do automóvel,
abriu a porta e aguardou, com olhar frio, que eu entrasse.
Tentaram
me silenciar ”
— Luísa Helena da Silva,
mãe das testemunhas do caso |
Varginha:
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Olhos saltados e vermelhos
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