Alteração
e treino militar
Em
16 de janeiro daquele ano, uma terça-feira, os moradores
do bairro de Três Corações onde se instala
a Escola de Sargentos das Armas (ESA), um dos orgulhos do
Exército brasileiro, ficaram sem entender por que,
surpreendentemente, três holofotes de rastreamento aéreo
funcionaram durante toda a noite, vasculhando os céus
da cidade. Não seria a primeira vez que, a contragosto,
a ESA estaria envolvida, involuntariamente, numa ocorrência
de aspectos ufológicos, pelo menos supostamente. Em
16 de agosto de 1962, algo paralisara um soldado que tirava
guarda à noite, dentro de suas próprias instalações,
às margens do Rio Verde. Alguém que trabalhara
na própria Escola, em setor burocrático e de
informações, conseguiu acesso ao registro da
época, dando conta de que, por cautela, a unidade teria
transferido, na manhã seguinte, toda sua munição
pesada para a circunscrição militar de Itajubá,
por causa daquela “alteração”, na
linguagem militar.
Também naquela peculiar semana encerrada em 20 de janeiro
de 1996, alunos e oficiais que desenvolviam exercícios
e manobras de combate no lugar denominado Atalaia, em Três
Corações, sofreram a intrusão de um objeto
brilhante que, em vôo rasante, provocou um dos maiores
alvoroços de que se tem notícia durante um treinamento
daquele tipo. O início da semana, porém, talvez
tenha sido mais movimentado e espantoso do que se possa supor.
É o que garante o piloto de ultraleve e empresário
Carlos de Souza, que se reuniria em Três Corações
com colegas para combinar uma exibição de vôo
noutra cidade. Vindo de São Paulo pela Fernão
Dias, avistou um artefato alongado, aparentemente avariado,
passando a seguí-lo pela estrada até que desapareceu
a baixa altitude, por detrás de morros, não
retornando.
Imaginando tratar-se de um acidente aéreo, apanhou
uma estrada vicinal e encontrou vários militares em
operação de busca, coletando escombros de alguma
coisa acidentada. Um pedaço maior do objeto era colocado
por um guindaste sobre a carroceria de um caminhão
do Exército e no local havia um fortíssimo cheiro
de amoníaco, misturado com um “odor de água
podre”, segundo Souza. Ali se encontravam também
um helicóptero e uma ambulância. A testemunha
apanhou um pequeno pedaço semelhante à folha
de alumínio, que, após dobrada, retornou à
forma original, lisa, como se fosse “muito polida”.
Firmemente repreendido pelos militares, deixou apressado o
local. Naqueles dias, a ESA teria recebido a visita de militares
que desceram em seu pátio a bordo de um helicóptero
do Exército. Mas, surpreendentemente, esses homens
trajavam uniformes da Força Aérea Norte-Americana.
Tudo transcorria estranhamente, até que, entre 20 e
22 de janeiro, ocorreram em Varginha fatos envolvendo o avistamento
de um estranho ser por três garotas, a captura de uma
criatura desconhecida pelo Corpo de Bombeiros e, posteriormente,
de outra por dois policiais.
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